mike Mestre Luso/a

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 | Assunto: A Batalha da Ponte Ferreira Sex 28 Ago 2009, 09:07 | |
| Apesar de estar quase a terminar a exibição, vale a pena dar um salto a Campo-Valongo. Fui ver ontem e gostei: http://www.entretantoteatro.pt/_site/02_01_01.php?id=95&data=2009-08-28| Citação: | Valongo recria guerras liberais em peça de teatro "A batalha da Ponte Ferreira" vai estar em cena entre amanhã e domingo 2009-08-25 A companhia ENTREtanto Teatro, de Valongo, foi aos baús da História e vai recriar a batalha da Ponte Ferreira, um episódio das guerras liberais portuguesas, representado por 60 actores já a partir de amanhã, quarta-feira.
Trata-se de "uma boa comédia" baseada numa "batalha que fez vários mortos", disse, à Lusa, o encenador e autor do texto, Júnior Sampaio, um brasileiro que é o director artístico e fundador do ENTREtanto Teatro.
Até domingo, sempre às 21.45 horas, realiza-se um espectáculo por dia, com a particularidade de o palco ser o próprio local onde teve lugar a batalha, na freguesia de Campo, ou seja, ao ar livre e à volta da velha e pequena ponte em pedra que outrora fazia parte da ligação entre o Porto e Trás- -os-Montes e que, em 1832, foi rijamente disputada por liberais e miguelistas.
O resultado final foi "um empate técnico", refere Júnior Sampaio, sustentando que "os historiadores não conseguiram determinar quem foi o vencedor".
A companhia teatral responsável pelo espectáculo define "A batalha da Ponte Ferreira" como "uma alegoria e um mega-evento de cariz histórico e etnográfico, criado em parceria com os agentes culturais e sociais do concelho de Valongo".
Não se trata, contudo, da mera recriação factual de um confronto que se registou no já distante dia 23 de Julho de 1832, até porque "as águas do rio Ferreira já lavaram todo o sangue derramado ali", brinca Júnior Sampaio.
Sem levantar muito a ponta do véu, Júnior Sampaio contou que "A batalha da Ponte Ferreira" se baseia em "dados históricos reais", aos quais o encenador entendeu dar um cunho pessoal e "criativo". "Há intriga familiar", estão presentes as rainhas D. Maria I e II, também o rei D. João VI e a sua mulher, Carlota Joaquina, e, como não podia deixar de ser, os irmãos desavindos, D. Miguel e D. Pedro, o primeiro absolutista e o segundo liberal.
Nesta peça, por exemplo, D. Miguel, "como era católico, achava que era uma luta entre anjos e demónios", explica o responsável. Mas há outras surpresas que Júnior Sampaio guarda para os espectadores.
Um dos objectivos do ENTREtanto foi criar "uma actividade de envolvimento e movimentação de massas" e também, através de uma rede de contactos locais, "accionar a colaboração e dedicação de dezenas de pessoas, com o objectivo de envolver o público mais afastado da vida cultural" deste concelho da Área Metropolitana do Porto.
Com a presente produção, a companhia pretendeu também "unir quase todas as associações culturais do concelho". "Há uma tradição teatral em Valongo", expressa desde logo pela existência de "mais de dez grupos locais de teatro, com algumas companhias com mais de 60 anos", reforça Júnior Sampaio.
Os actores de "A batalha da Ponte Ferreira" dividem-se entre amadores, alguns vindos propositadamente de Lisboa, e vários profissionais, além de figurantes, num total de 60 elementos.
| in JN
PS: Levem casacos! _________________ I have a cunning plan!!!
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