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 Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais

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Nightspirit
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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 18 Jun 2008, 20:14

Esta é a senhora que canta a musicola do novo anúncio da Super Bock!!
A senhora tem um voz brutal...!

Brandi Carlile - The Story



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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 18 Jun 2008, 21:17

Gosto bastante dessa música porque adoro o raio do anúncio (é no meu Porto Love ). Mas em circunstâncias normais passar-me-ia completamente ao lado, ou então irritar-me-ia aquele berro que a senhora dá.

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MensagemAssunto: Isto deve ser muito bom!!!   Sex 27 Jun 2008, 14:24

NICK CAVE NIGHT ON BBC FOUR - 4th JULY

Friday 4th July sees BBC Four present "Nick Cave Night", an evening of programmes featuring Nick Cave & The Bad Seeds. The evening's entertainment kicks off with an exclusive set recorded for BBC Four last month and continues with Songwriter's Circle from 1999 and a compilation of classic performances from Later... With Jools Holland. Full listings below.

BBC FOUR SESSION: NICK CAVE AND THE BAD SEEDS 9.30 - 10.30pm
Nick Cave & The Bad Seeds play an exclusive set for BBC Four in the intimate surroundings of LSO St Luke's in London, playing songs from their latest album DIG, LAZARUS, DIG!!! alongside tracks from their extensive back catalogue, including The Mercy Seat, Red Right Hand', God Is In The House and Stagger Lee.

SONGWRITER'S CIRCLE10.30 - 11.20pm
Nick Cave, Chrissie Hynde and John Cale perform their classic songs solo with some three-way collaborations on the tiny stage of Ladbroke Grove's Subterranea club. Filmed in 1999.

NICK CAVE ON LATER...WITH JOOLS HOLLAND11.20pm - 12.20am
A compilation of some classic Nick Cave moments from BBC Two's flagship music show, including performances with the Bad Seeds, solo, with Shane MacGowan and with Grinderman. Cave has appeared nine times on the show since it began in '92 and currently leads the table for most performances on 'Later...with JoolsHolland'.

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Nightspirit
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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Sex 27 Jun 2008, 17:56

Shocked

Vai ser certamente interessante!!

Já não me lembro é se apanho a BBC4 cá em casa....anyway...

Drunk

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Hades
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MensagemAssunto: Opeth - Watershed   Qua 02 Jul 2008, 16:20




Aqui está finalmente um dos mais importantes acontecimentos do ano, no mundo do metal: um novo álbum de Opeth!
Muita tinta rolou (e muitas teclas bateram) sobre este novo trabalho. A curiosidade era muita, e as expectativas eram elevadíssimas…culpa da chancela de qualidade a que esta banda, lançamento após lançamento nos habitou.
Contudo, muitas coisas aconteceram entre o lançamento do Ghost Reveries e o do Watershed.
Entre as mais decisivas, contam-se a elevação de Opeth para uma nova liga dentro do metal, e uma exposição sem precedentes, fruto da já de si muito controversa ligação á multinacional Roadrunner, com centenas de concertos um pouco por todo o mundo, com um Videoclip a passar na televisão, e até com os álbuns dos Opeth a poderem ser encontrados em sítios como a Worten.
Mas os mais importantes acontecimentos, são naturalmente, a saída do mestre da bateria Martin Lopez (para mim, um dos melhores bateristas dos nossos tempos),e a posterior saída de um dos membros fundadores da banda, o grande guitarrista Peter Lindgren.
Tudo isto somado, resultou na entrada de dois novos elementos para a banda, na consolidação de um outro menos recente elemento, e no afastamento de alguns fãs mais extremistas (como sempre acontece nestes casos de ligações a multinacionais).
Da minha parte, confesso que estava ansiosíssimo com o novo trabalho.
Já acompanho esta banda á muitos anos, e lançamento após lançamento, foram-se consolidando, definitivamente, como a minha banda preferida (e olhem que gosto de tantas que nem é possível imaginar).
De certo modo, toda a gente sabe que o Mikael Akerfeldt, é no mínimo 50% dos Opeth, mas uma banda de música tem mais elementos. Além de que nenhum homem é uma ilha, e nem o mais forte e seguro dos homens pode ficar imune a tantas mudanças (ah, e uma nova filha para o frontman… o que sempre é suposto causar radicais mudanças na vida de qualquer ser humano, com consequentes reflexos na sua obra).
Portanto, numa espécie de “Review” pormenorizada, aqui vai:

Watershed by Opeth

1 – Coil

Uma lindíssima música.
E tal composição só foi possível, porque na bagagem existia um Damnation.
Estamos perante o lado mais melódico, melancólico e suave do Opeth. E o que principalmente é de realçar aqui, é a belíssima interpretação vocal do Mikael, e da Senhora que foi convidada (e que fantástica voz – já vi o nome dela aqui no Tópico, mas desconheço quem seja!).
É facilmente uma das melhores músicas do álbum, ainda que seja muito curta (relativamente), e de certo modo bastante simples. Funciona como uma espécie de Intro, mas é errado pensar nela assim…porque é de facto uma música.
Só existe aqui um ponto menos bom a salientar…não da música, mas sim, do setlist.
Ou seja, a Coil não deveria abrir o álbum.
É muito invulgar que os Opeth abram um álbum com uma música tão…suave.
A questão que se coloca, é que esta música inflige-nos um estado de espírito viciado em relação ao álbum…ou por outras palavras, faz-nos apreender o álbum numa perspectiva que de certo modo, não corresponde ao todo.
É um facto que o Watershed é o mais “suave” e melódico álbum de Opeth (exceptuando, claro, o Damnation), mas abrir com a Coil, faz com que se tenha uma ideia ainda mais “suave” do álbum.
Por outro lado, uma música que tem uma convidada, também não deveria figurar em primeiro ligar.
“Vamos imaginar que estamos em nossa casa, com alguns convidados sentados na sala.
Quando tocam á campainha, levantamo-nos para abrir a porta… e não levamos um convidado connosco para receber um outro convidado. É ao anfitrião da casa que cabe essa tarefa.”
Tirando estes pequenos pormenores… é de facto, uma música lindíssima.

2 – Heir Apparent

Esta sim, é a música que deveria abrir o álbum.
É uma das minhas preferidas do Watershed, e estou certo que será uma das músicas mais solicitadas para o reportório ao vivo.
Tudo está perfeito. Seja aquele lindo piano que pausa a distorção inicial e nos traz o coração á boca, sejam os poderosos riffs e dedilhados, seja a clássica dialéctica entre o Death Metal agressivo e demolidor, e o bluesjazz eloquente e sincero, e seja principalmente o fantástico desempenho vocal do Mikael.
É uma das música mais agressivas da discografia de Opeth, e curiosamente, uma das mais técnicas, pelo que me faz lembrar imenso as composições desenfreadamente técnicas da era “Still Life”.
Mas dito tudo isto, também compreendo que não era razoável “exigir” aos Opeth que compusessem o Watershed, baseados apenas no modo “Heir Apparent”… porque isto é o estilo típico de Opeth, ou seja…tudo que está nesta música, já esteve noutras antes.
E uma banda como Opeth, quando se contentar com a estagnação musical, deixa de ser a mais fantástica banda de Metal do mundo!

3 – The Lotus Eater

Eis a música que representa o processo evolutivo pelo qual passaram os Opeth desde o lançamento do Ghost Reveries.
É a minha música preferida do Watershed, e pode-se dizer que figura entre uma das melhores da sua discografia.
A haver um Watershed perfeito (com nota 10/10), a maioria das suas músicas, e do seu processo criativo, deveriam seguir este caminho.
Gosto particularmente dos jogos vocais iniciais (loucos, esquizofrénicos) e das utilizações inteligentes dos processadores de efeitos.
De sublinhar o fantástico trabalho de bateria (o melhor do álbum).
Em termos de estrutura de composição, esta é a mais bem conseguida, espelhando todas as razões pelas quais o Mikael Akerfeldt é um dos melhores compositores de metal do nosso tempo.
É uma música que brinca com os nossos sentimentos e emoções, como se fossem uma bola de borracha que é disparada em todas as direcções.
Nada mais a acrescentar…fantástica!

4 – Burden

Ao início, confesso que tive que verificar o meu Leitor de MP3, para me certificar que estava mesmo a ouvir Opeth, e que o Leitor não tinha mudado aleatoriamente para o velhinho Eternity dos Anathema.
É o ambiente desse álbum da banda Inglesa, que me faz lembrar a bela introdução de piano e feedback da guitarra.
Mais para a frente, a música desenvolve, e a comparação anterior deixa de fazer sentido, para passar a ser uma excelente música de Rock Progressivo.
A respeito desta música, muita gente fala de reminiscências Deep Purple’ianas, mas não é essa a minha opinião. Se tivesse que enquadrar esta música no estilo característico de uma banda, ela seria sem dúvida os Spock’s Beard.
Enfim, nada do que aqui ouvimos é novo. É como se os Opeth prestassem com esta faixa, a sua homenagem ás bandas de rock progressivo, ameno e suave que os influenciaram. Mas, em bom abono da verdade, diga-se que este género de música, funciona muitíssimo bem com os Opeth por detrás dos instrumentos.
O que mais sobressai, é sem dúvida, a brilhante prestação vocal do Mikael, que aqui canta sempre em tom limpo, melodioso e afável.
Uma música que não esperava encontrar no álbum (sendo certo que desde o Morningrise – com a To Bid you Farewell, uma pessoa já procura automaticamente “aquela” balada que sabemos lá se encontrar).
Confesso que não gostei muito da Burden ao inicio, mas com o tempo, acabou por se revelar uma boa passagem do álbum.
O apontamento negativo, suponho que tenha que ser feito para os solos das guitarras.
Julgo que de uma banda deste calibre, seria de esperar outro caminho…e o que eles escolheram, foi o de uma quase “jam session”, só se revelando interessante, na parte em que as duas guitarras se unem.
Por outro lado, encontramos aqui, uma das melhores prestações do Per Wiberg.


5 – Porcelain Heart

Esta é para mim, a música menos boa do álbum.
De cada vez que ouço o Watershed e chega á Porcelain Heart, tenho sempre o mesmo pensamento: “Ah pois, também tem esta!!!”.
Ora, quando uma pessoa se esquece que uma música está num certo alinhamento, é sintomático de que a referida música não nos atrai muito.
Não é que seja uma má música, mas pura e simplesmente não me diz grande coisa.
Acho que só melhora um pouquinho, quando entram todos os instrumentos, e mais á frente, quando existe uma parte tipicamente blues, com o Mikael a oferecer-nos uma daquelas suas prestações vocais de arrepiar, tão melodiosa que é.
E dito isto, aqui está mais uma vez provado, o fraco gosto da banda/editora, no que respeita á escolha de “singlesvideos”.
O que nos leva á questão fundamental deste capitulo:
A anacronia que é, uma banda como os Opeth, lançarem videoclips, e como se não bastasse, cortarem as músicas em mais de metade, para “caberem” no formatozito de 4 ou 5 minutos televisivos. Ridículo.

6 – Hessian Peel

Musica singular.
Dentro deste estilo, é aquela faixa que leva as coisas ao extremo.
É uma música excelente (e a par da The Lotus Eater, apresenta uma imagem muito própria do álbum).
A questão é esta: a Hessian Peel, na realidade…engloba 2 músicas.
É natural que o estilo progressivo, tenha um certo devaneio criativo no momento da composição, mas certamente que as coisas não podem (bem…não devem) ir tão longe. É que tem duas partes que de tão diferente que são, só mesmo o artista, na sua irrefutável soberania de criador, poderia atribuir-lhes um único titulo, e inclui-las numa única faixa.
Dito isto, compreenderão porque é que a critica terá que ser do seguinte modo:

Hexian Peel, Part I: Música calma e serena, onde aquilo que mais se destaca, é mais uma vez, a melodia vocal…limpa.
Um embalar de emoções e sentimentos, desaguando no mais profundo e desmedido oceano de calmaria.
Brilhante apontamento do solo de guitarra.

Hessian Peel, Part II: Chegamos ao Inferno. Peso, agressividade, demência e bem…Opeth, fazendo com que por momentos, regressemos á era Deliverance.

E lá está, teimosamente, aqui estão duas músicas, sem dúvida, das minhas preferidas.

7 – Hex Omega

Fechamos o álbum com chave de ouro (não possuo as covers), através desta excelente música.
Se a escolha da música para abrir foi menos boa, por outro lado, a escolha da música para fechar, foi muitíssimo bem conseguida.
É uma composição simples, mas que agarra desde o primeiro momento, e que depois, tal e qual uma espécie de marcha fúnebre, nos leva, e leva, e leva…até ao fim.
(Engraçado…fez-me lembrar Katatonia)
Muito bom jogo de vozes (ora, ora… limpas!!!) e tuo direitinho.
Nada de muito eloquente, mas nem por isso fraco.
Uma boa música, para fechar o álbum.




Conclusão:

Ao inicio, não gostei muito do álbum.
É um facto que os Opeth estão mais suaves, e de certo modo a aproximarem-se cada vez mais do espectro do rock progressivo.
Talvez não fosse possível continuar a exigir a uma banda deste calibre, que apenas construísse Death Metal, deixando inexploradas as outras vertentes igualmente válidas e brilhantes do seu vastíssimo Universo Musical.
Mas confesso que uma parte de mim, queria um pouco mais de agressividade, um pouco mais daquela técnica desenfreada e avassaladora… um pouco mais daquela voz gutural do Mikael Akerfeldt.
E por isso, este álbum deixa-me com uma espécie de sentimento de incompleto.
Creio que este é o álbum que marca definitivamente, um rumo musical, e quando assim é, aqueles fãs mais antigos (como, orgulhosamente, é o meu caso) ressentem-se um pouco.
Mas se o Passado já está lá para trás, o Futuro é daqui a muito tempo, e o aqui e agora é com o Watershed.
É certamente um álbum que “demora” o seu tempo a interiorizar, mas é também esse o requisito de uma obra de arte intemporal.
Provavelmente só compreenderemos este álbum em toda a sua amplitude, daqui a alguns anos (talvez quando sair o próximo álbum de Opeth), e não sei por quê, tenho ideia que nessa altura, talvez seja “ainda melhor”.
Dito tudo isto… cumpre sublinhar, que é sem dúvida, o melhor lançamento (até agora) de 2008 (mas quando se fala de Opeth, isso também já nem aquece nem arrefece).

Nota?!? Bem, naquela da Review ficar completa… 9/10.
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schwarze_engel
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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 02 Jul 2008, 16:52

Bem, grande crítica. Smile Literalmente e não só.

Pena eu não apreciar Opeth por aí além, e muito menos este último álbum... [heresia mode on] Quando o ouvi quase que ia adormecendo. Look Around

Mas não deixa de ser uma grande crítica.

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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 02 Jul 2008, 16:55

schwarze_engel escreveu:
Pena eu não apreciar Opeth por aí além, e muito menos este último álbum... Quando o ouvi quase que ia adormecendo. Look Around


COMO?!
ATREVESTE A DESAFIAR A FÚRIA DE HADES... O DEUS DO MUNDO DOS MORTOS!!!!

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Tou a brincar, mas tenho que parecer mau, portanto na digas nada a ninguém. Drunk
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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 02 Jul 2008, 19:08

Este quadro é só para concertos.

Vou colocar o tópico na parte da música Wink

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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Seg 07 Jul 2008, 10:39

Delfins dão por encerrada a carreira

Citação:
Os Delfins vão anunciar na próxima quinta-feira o fim de uma carreira de 25 anos. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã que hoje editou um novo álbum da banda.

Os Delfins anunciam também uma digressão de despedida para 2009. Só depois de conhecido o teor do comunicado a ser divulgado na próxima semana, é que o guitarrista Fernando Cunha, único membro fundador da banda de Cascais, anunciará a sua posição, ele que já não actuou no último concerto no Canadá.



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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qua 09 Jul 2008, 21:18

A quem possa interessar:




"Há quem me ache musicalmente maníaco-depressivo. Eu discordo fortemente! Simplesmente gosto de música profunda e da superficialidade (em tudo na vida) fujo como o diabo da cruz. Acredito piamente que os dois maiores motores da criação humana e artística, são a dor e a morte. Não é uma visão que se revista de pessimismo gratuito, sempre que abordo este tema lembro das palavras tão simples e tão geniais, desse monstro que era o Leonardo Da Vinci, que dizia tão somente: “onde há muito sentimento, há dor!”. Esta frase faz-me excluir o motor “amor”, porque ainda que seja a mais bela das ilusões e tenha inspirado milhentos artistas, é a dor de amar que a meu ver provoca o processo criativo. Aceito discórdias, quanto a isto, mas é a visão sentimentalista que tenho da música. (Até nisto o português é bonito, “amor” rima com “dor”).

Esta lógica de ideias surge como introdução ao compositor de que quero falar e a uma obra específica do mesmo. O senhor Tchaikovsky é acima de tudo um GRANDIOSO compositor, simplesmente fascinante. Mas quando falamos em Tchaikovsky, normalmente surge-nos um sentimento de harmonia e beleza fora do comum. Surge-nos imediatamente as obras imortais deste génio, lembramos aqueles bailados, o Quebra-Nozes, o Lago dos Cisnes, o Romeo e Julieta, provavelmente aquele excelso concerto para violino ou até mesmo aquela introdução fulminante do concerto para piano que aparece em qualquer reclame foleiro de iogurtes com uma propriedade qualquer inventada à pressão que regula ou cura um problema qualquer, problema esse que ou não se cura ou então não vai lá com iogurtes! Pronto…estas obras mencionadas, convém dizer que são obras maiores dentro do reportório da música erudita e portanto faz todo o sentido serem recordadas. O que me espanta um pouco é que a 6ª Sinfonia deste senhor raramente vem à baila e não percebo muito bem porquê…será por ser a melhor obra que este alguma vez compôs? Ou há sentimentos privilegiados e mais convenientes de serem dados a sentir?

Tchaikosvky considerou a sua “Patética” como a melhor obra que compôs. Eu concordo. Esta obra é uma despedida do compositor ao mundo. O que mais me intriga na Sinfonia são os dois últimos andamentos. O 3º Andamento* é uma imensa celebração do nada. Ao escutarmos atentamente notamos que toda esta massa sonora pertence ao Absurdo, há toda uma pompa e glorificação, mas esta está imersa na mais profunda das ironias, como um riso perante a morte. De repente tudo cessa e começa um “Adagio Lamentoso” silencioso, onde tudo chora, onde não há qualquer tipo de esperança, onde já só há o peso da despedida pois a morte chega. Perante isto eis a profundidade que me arrepia, que me revolve as entranhas e me comove, mais do que qualquer outra obra deste compositor, nesta ele vai ao âmago da sua alma e expressa-a com uma fatalidade extraordinária. Nove dias após a finalização da peça, Tchaikovsky morre. Uns dizem por consequência de ingerir água contaminada, outros falam em suicídio, parece-me irrelevante a causa…a obra estava concretizada, o Requiem escrito e a despedida feita…"


*[Tchaikovsky - Sinfonia No.6 "Patética" (3º Andamento - Allegro Molto Vivace)]


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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Sab 12 Jul 2008, 09:22

schwarze_engel escreveu:
Delfins dão por encerrada a carreira

Citação:
Os Delfins vão anunciar na próxima quinta-feira o fim de uma carreira de 25 anos. A notícia é avançada pelo Correio da Manhã que hoje editou um novo álbum da banda.

Os Delfins anunciam também uma digressão de despedida para 2009. Só depois de conhecido o teor do comunicado a ser divulgado na próxima semana, é que o guitarrista Fernando Cunha, único membro fundador da banda de Cascais, anunciará a sua posição, ele que já não actuou no último concerto no Canadá.




Tambem me quero juntar a festa... Laughing Laughing
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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qui 17 Jul 2008, 17:36

E agora o que realmente interessa:

Citação:
ESTÃO OFICIALMENTE PRONTAS AS MISTURAS DO ÁLBUM NEGRO DA BIZARRA LOCOMOTIVA.
DECORRERAM ESTA SEMANA QUE PASSOU DE 7 A 17 DE JULHO DE 2008 NOS HISTÓRICOS ESTÚDIOS NAMOUCHE EM LISBOA COM A PRODUÇÃO A CARGO DE MIGUEL FONSECA E O APOIO TÉCNICO DO ENGENHEIRO DE SOM RESIDENTE JOAQUIM MONTE.
O NOVO DISCO CONTOU COM A PARTICIPAÇÃO HABITUAL DE CARLOS "TWIGGY" SANTOS NO BAIXO ELÉCTRICO, E COMO CONVIDADO ESPECIAL FERNANDO RIBEIRO DOS MOONSPELL, O QUAL APÓS A PARTICIPAÇÃO NA ÓPERA EXTRAVAGANTE "A SAGA" COM RUI SIDÓNIO, EMPRESTOU OS SEUS DOTES VOCAIS AO TEMA "O ANJO EXILADO" NUMA VERDADEIRA EPOPEIA ENTRE OS TITÃS DO GRITO.


Hell Yeah!!!!! Rock Rock Rock Rock Rock

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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qui 17 Jul 2008, 18:38

Iss'é bom. Smile

Principalmente porque álbum novo = digressão pelo país.

Será desta?

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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qui 17 Jul 2008, 18:41

Tendo em conta que já não temos Hard Club, não sei não...
Mas espero que sim, para matar saudades!!!!

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MensagemAssunto: Re: Lançamentos/Noticias/Curiosidades musicais   Qui 17 Jul 2008, 18:43

Pois... Prevê-se então Bizarra no Metalpoint. O minúsculo, abafado e infernal Metalpoint. er...

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