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lloyd_christmas
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Idade : 32
Registrado dia : 15 Fev 2008
Mensagens : 51

MensagemAssunto: Cidade de mel   Dom 28 Set 2008, 12:37

O arbusto da mendicidade reflecte dois pedaços daquela cidade injusta. Nasceu de triângulos medianos, que discordam do egoísmo. Gritam até insultos a quem passa, sem olhar para o rio invisível que atravessa a vida dos sem nome. Os que ataviam as personalidades, só para não se desgostarem no exíguo espaço que têm para desenhar projectos. É um arbusto que pede para o observarem, acariciando sentidos que nunca se descobrem nas ardósias das escolas tradicionalistas. Voam pássaros porque as pessoas querem ser deixadas em paz. O arbusto ganha raízes, e pergunta-nos. Pergunta-te: o que queres ser na vida? Respirares, vale a pena quando no ar se desenham principios de armagedão?
Tanto lhe faz que respondas. O magma vai continuar a ceder, as raízes gorjeiam por mais espaço. A cidade desvanece-se, enquanto sobrevaloriza pedaços de optimismo de que ninguém sabe bem o que fazer.
Continuam a desfiar-se passadas despreocupadas. Se o dia agora morresse, o arbusto da mendicidade sobreviveria. Expor-se-iam mesas de iguarias bélicas, com armas de repetição congeladas a pedir só um calor de criança. O zé comum, de dois dias e um segundo de felicidade, responderia com um editorial de boçalidades. Porque viver não é espezinhar pedras da calçada. Viver é fazer mal para fazer bem. Respirar são vaginas de mulher intocada, quando a morte vem e lhe pede companhia. Fazer bem é, porventura, regar o arbusto da mendicidade. Esperar que o sol se materialize na esquina mais sombria desta cidade de putas que são freiras do vício gasto.....
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Cizin
Noviço/a



Registrado dia : 24 Set 2008
Mensagens : 10

MensagemAssunto: Re: O que escreves   Ter 04 Nov 2008, 18:39

carmim...


até que me canso do espectro ignaro que anima essa tua magnifica carne e decido raiar-te o umbigo com uma unha, 7 cortes minúsculos que prolongo de seguida um palmo e sete dedos ao longo deste teu esplendoroso leito, colorando-te eu de carmim do limite vertical da coxa até ao profundo abissal do teu peito, mas insistes em gritar e contorceres-te, não percebo porquê, és tão mais assim...
e serás tão mais ainda quando o teu sopro que tanto me tortura pelo indigno de ti que é cessar por completo, ficando tu, não reduzida a, mas expandida graciosamente à potência dos teus cabelos quem em tempos repousavam sobre mim, tão húmidos como eu, como tu, como as lágrimas que agora derramas enquanto retiro a mármore a mais que há em ti, o sopro…
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