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| Autor | Mensagem |
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lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Vinte cães Sab 07 Jun 2008, 18:03 | |
| Foi toda uma casa medieval que acordou em uníssono. O sol, geometricamente, escolhia desencabrunhar-se sempre para o mesmo lado, o que gerava o ângulo certo para que aí umas quinze pessoas abrissem os sobrolhos, mais coisa menos coisa, todas ao mesmo tempo. Era uma coisa de esquina, aquele prédio. Com uma pedra sobre pedra intelectual. Apetecia mesmo ler qualquer coisa aos pés daquela porta de puxador. Minutos depois das sete. Variava, consoante as nuvens se amontoassem lá em cima, e chorassem lágrimas transparentes, ou não. Naquele dia foram segundos depois das sete. Os quinze, qual pêlos de adolescente a pedir para beber cerveja à escondida dos pais, vieram à janela em simultâneo. Foi outro apelo de geometria que 30 globos oculares ficassem virados, em simultâneo, para um banco de jardim verde. Costumeiro poleiro para pombos, hoje estava branco. O sol abriu mais um pouco, e o branco ganhou formas. Tinha um quico pequeno no topo, e um par de sandálias amarelas. Foi giro um cão zarolho a rodear-lhe as cercanias,....E sim. Era um homem. Outro homem, o reformado do exército do prédio, saiu à rua. Atravessou a estrada deserta, sentou-se ao lado do homem, e abriu um livro. Era vermelho, mas daquela coisa mesmo tipo sangue. As páginas brancas, tinham umas manchas de tinta preta. Muitas manchas, que de tantas, tornavam o objecto diáfano. Sete e meia. Hora de uma senhora, que nunca ninguém soube a profissão, regressar ao prédio. Tornar-se-ia a 16ª pessoa do imóvel, mas antes disso sentou-se no banco do jardim. O senhor reformado do exército, ela conhecia. Não falava com ele, porque o homem ressonava mais alto que dois aviões, mas conhecia-o. O homem de branco é que não. Perguntou-lhe quem era. O senhor disse chamar-se Joseph, e que estava a ponderar se haveria de se entregar à polícia. Oito horas. O senhor tinha um ligeiro sotaque belfo, e reconheceu ter assassinado vinte cães. Pintou-lhes a palavra Ratzinger no focinho, simplesmente porque encostou o táxi com que trabalhava havia um dia, e apeteceu-lhe ofender o mundo. |
|  | | wolfspell Lusitano/a Viciado/a

Número de Mensagens: 3253 Idade: 32 Localização: Lusitania Data de inscrição: 02/01/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Dom 08 Jun 2008, 14:57 | |
| lloyd_christmas, continua a mostrar o que escreves, cada vez me interesso mais pelos teus textos.
Parabéns. |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Re: O que escreves Dom 08 Jun 2008, 15:07 | |
| | wolfspell escreveu: | lloyd_christmas, continua a mostrar o que escreves, cada vez me interesso mais pelos teus textos.
Parabéns. |
Gracias... |
|  | | wolfspell Lusitano/a Viciado/a

Número de Mensagens: 3253 Idade: 32 Localização: Lusitania Data de inscrição: 02/01/2007
 | |  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Re: O que escreves Dom 08 Jun 2008, 15:09 | |
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|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Oniricozinho Qua 11 Jun 2008, 12:24 | |
| Sentir o dia a esvair-se, com os dedos dos pés massajados. Os lábios, pelos lábios, o humedecer de uma bebida ordinária. Do que acidifica o estreito, com borbulhas. Com restos de nenhuma honra. Cássia será a partida para novas definições de estilo. Gosta do que as coisas deixam de erótico. Quer seja a vida real a ensinar, quer sejam os sonhos a preto e branco a transformar tudo numa sopa de letras partidas, aquecidas num pequeno fogareiro a petróleo. Aprendeu a repousar em cima da almofada da esperança, e que esta a ajude a esperar. Faz sentido, porque as coisas têm mesmo o seu tempo de acontecer. A sociedade evolui, porque as pessoas gostam de se confrontar. E há-que saber esperar, pois tudo vem no momento em que tem que ser. Nem antes, nem depois. Já começou, e ela sabe que sim. Por isso, espera com as mãos debaixo dos sovacos, e cumprimenta o tempo que passa com um sorriso, entremeado com uma lágrima. É a sua maneira de sorver a energia das estações, por todos os meios de fuga que uma casa tiver. Cássia gosta que lhe diagnostiquem pequenos problemas existenciais em função do que faz questão de mostrar. Se é o que sempre foi, e nunca será aquilo que os outros querem que ela tivesse sido, para quê forjar cenários de extinção de relacionamentos? Para isso, diz quem sabe, já existe a poesia. Que nos serve o almoço, o jantar, a ceia, e no fim ficamos com uma fome de sentimentos, que nos apetece logo o pequeno almoço. Mas é um mundo de finos cabelos soltos. Basta um acariciar descomprometido, duas rajadas de vento em final de Outono, e a bruma cai. Desconjunta-se uma valsa, para do desperdício renascer uma cantoria desfeita. Cássia deixa-se então arder no ar quente da indecisão, e faz de si também a bruma. Cássia é um sonho mau que já passou. A vida recomeça para quem gosta de Cássia. Eu detesto-a, por isso esqueço que algum dia desejei ser uma leve nota de música na boca infernal do conceito que ela foi. |
|  | | Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 909 Data de inscrição: 23/11/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Dom 22 Jun 2008, 17:16 | |
| A Cesário Verde
Roads
Seguem, os carros, por ruído e fumo lamacento; Marcham, emparelhados, sobre longos fios de negro.
Deslizam, dominados, pela geometria das linhas; Movem-se, agitados, na impaciência das buzinas.
Aguçam, velozes, as suas lâminas e vidros; Cortam, exangues, Mãos, olhos...amantes em gemidos.
Oh como seduz a vossa derme; Tão lustrosa, tão macia e reluzente! Não fosse o descascar-se com a unha, mostrá-la nua, torpe e decadente!
Mas, eis que ao vosso lado: Fracos Poeirentos,
Seguem, os humanos, por ruído e fumo lamacento; Marchando, emparelhados, sobre longos fios de negro. |
|  | | wolfspell Lusitano/a Viciado/a

Número de Mensagens: 3253 Idade: 32 Localização: Lusitania Data de inscrição: 02/01/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Seg 23 Jun 2008, 22:32 | |
| | Meretseguer escreveu: | A Cesário Verde
Roads
Seguem, os carros, por ruído e fumo lamacento; Marcham, emparelhados, sobre longos fios de negro.
Deslizam, dominados, pela geometria das linhas; Movem-se, agitados, na impaciência das buzinas.
Aguçam, velozes, as suas lâminas e vidros; Cortam, exangues, Mãos, olhos...amantes em gemidos.
Oh como seduz a vossa derme; Tão lustrosa, tão macia e reluzente! Não fosse o descascar-se com a unha, mostrá-la nua, torpe e decadente!
Mas, eis que ao vosso lado: Fracos Poeirentos,
Seguem, os humanos, por ruído e fumo lamacento; Marchando, emparelhados, sobre longos fios de negro. |
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|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Comoção Qua 25 Jun 2008, 11:22 | |
| e eu que me comovo, só por ver homens bons de insulto a reconhecerem impropérios como ajustes,...
como um escuro mais profundo de se comer na noite em que a vida desfaz o que se desfez e desconjunta o que perfaz somas desnecessárias,...
e eu que me comovo de mais quando um zangão pousa no ombro do velho que vive de repreensões,...
o tal senhor do café que quando aparenta desmotivação prende-te com resguardos de ódio,...
a tal criatura desprezível, a que nunca primou por simpáticos redondéis de criatividade, e de repente, bolsa amor....
e eu eu que me comovo simplesmente por respirar, desnatada conferência de tropismos contrários ao sentir de solavancos feito,...
e eu que me comovo, por o que resta do lúpen, pelo que fica da chuva práxica.... |
|  | | Carneviva Amigo/a da Casa

Número de Mensagens: 136 Idade: 25 Localização: Barreiro Data de inscrição: 14/03/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 09 Jul 2008, 20:53 | |
| Aqui vai um dos meus últimos...mesmo após ter estado ausente durante tanto tempo. Podia ter servido como uma epístola mas ficou apenas no meu moleskine e dali não saiu mais para onde devia ter ido.
O Terror
Diz-me para onde vais, cavalo alado E se puderes leva-me contigo. Mostra-me o manto nocturno que cobre as estrelas E os lençóis alumiados sobre o mar. Ensina-me a contar as pequenas formigas Que inconscientes erram pelos desfiladeiros De cimento escuro como a frialdade da morte certa Que lentamente sobre elas se abate. Leva-me ao pôr-do-Sol e afogueia o desejo que no peito estanca Deixa-me voar contigo nesse fascínio de criança sonhadora Cujo imaginário cria tão mais que mundos e homens em sete dias. Ensina-me a transpor o limiar da porta, da janela, do alçapão Que em mim se encontra e diz-me como ganhar asas para voar Para bem longe desta guilhotina metafórica que a qualquer momento Poderá abater-se sobre o meu pescoço.
Há à minha volta uma prisão que se fecha sobre mim sempre que acordo E até que me deito para adormecer. Nela vejo medo e morte e a doença de pensar mais que a esfera planetária na sua dimensão. É isso que temo. Por isso viajo e vivo no meu imaginário ofuscante cujo Sol é o medo E o terror de estar vivo
Sozinho. _________________ "I hold a beast, an angel, a madman in me, and my enquiry is as to their working, and my problem is their subjugation and victory, downthrow and upheaval, and my effort is their self-expression."
- Dylan Thomas[/i:ec1
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|  | | Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 909 Data de inscrição: 23/11/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 23 Jul 2008, 00:12 | |
| Noctívago Noite em mim goteja o seu pulsar soturno – pungiu a treva, numa melopeia dolente. E hoje, num esmagado de Presentes, A minh’alma dela se apodera. Hoje, em cima do Mundo do alto dum monte, o Tempo esquece que o é. Imerge em sopor de estrela profundo; Cinge esfinge sob vulto; Mente aos ponteiros do Homem! (que há-de sempre dessaber o que lhe escondem) Noite em mim crescem as suas raízes de seiva – respirou a sombra, num veneno olho; E de tão cego, viu o mundo todo, por acordar em sons da sinestesia dum eco. Hoje, os meus pés gelaram com o sopro do abismo, que sob o monte dançou. Choro em zéfiro o noctívago; Porque a noite em mim, lhe ateou . . .a multidão de ser um só. |
|  | | Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 909 Data de inscrição: 23/11/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 23 Jul 2008, 00:21 | |
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Última edição por Meretseguer em Sab 14 Mar 2009, 21:06, editado 1 vezes |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Malquista Qua 23 Jul 2008, 14:39 | |
| Preparavam-se grandes coisas no mundo para ela, mais ou menos porque o mundo gostava de brincar com as hesitações dela. À sombra, impressionava a figura de uma mulher que não gostava de brincar com as sevícias inerentes à condição de ser inebriante. Na névoa, o que entediava uma presença regular, tornava menos correctas apreciações disformes do que não suava. O que se esgota, nela tem sabor a menta. Excita, como pequenas mãos que seguram areia do relógio do tempo, e depois cedem às emanações da pressão de estar vivo. No perímetro de afago onde ela está, o quente são dois passos atrás, e mais outro de retracção. Eu, que me quedo de dentro a assegurar imprevistos maleáveis, denoto inseguranças mal desenhadas. O vento ajuda-a a segurar o que as leis físicas garantem como assegurado. Mas o que impede apegamentos, a nódoa de amor desmembrado que a segue para todo o lado, desprende-se. Ainda penso estarem a preparar-se grandes coisas no mundo para ela, na medida em que o mundo são indícios de paganismo latente. E ela oferece recato, ao desvario do tempo monossilábico. Dá garantias à terra que se pode fazer areia, e depois voltar à rigidez de sentimentos que as pessoas aprenderam a apreciar. Chamei-lhe o que possa advir de um passo em frente. Observo-a onde sempre a observei. De dentro, porque aqui vim parar, e nunca me soube soltar do destino que o recôndito me reservou. Juntei religiões, e fiz uma sopa de caldo tépido, com que me besunto enquanto a tomo como garantida. Eu estou debaixo de cada pedra que ela pisa. Eu sou o suspiro que o vento leva, quando a acaricia de noite. Meti-me em ideias soltas, quando ela apela ao mundo que a embale e a proteja de si própria. Mais que poder, sou resignação dela mesma, para com as elas que sobram ao entardecer. Suficiente, será deixar-me cair sobre o monte de vendavais que sou eu mesmo, e deixar que me digam o que fazer, por aproximação. |
|  | | Nirthnyl Amigo/a da Casa

Número de Mensagens: 131 Localização: Porto Data de inscrição: 14/04/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Ter 26 Ago 2008, 14:18 | |
| esboço por entre a escuridão ergue-se um raio de luz, um vago vislumbre, sobre ele não se poderia descortinar, o que o provocou, ou o que lhe vai no coração, a fresta abre-se para o infinito e é a ele que seduz, ama o céu e a terra, por todo o mundo sente a pura paixão, somente as ondas do mar nunca têm tempo de sorrir, à amada costa, só têm tempo de fugir à moda imposta, e nada mostra, prostra-se no regaço da vida e chora, auto destrói-se sem nunca se destruir na totalidade, porque não o mata, mas como o que não mata mói, ele implora, pelo fim da tortura por damas de ferra dadas pela eternidade, oh, essa pérfida criatura criada pela inexistência vã, mas, se ela não existe, porquê, céus? porquê isto? se nada é eterno, digam-me o fim deste sofrimento, desta apatia, desta dor de viver, sem um trincar de maçã, com um mundo encerrado à espera de ser filho de Mefisto, as montanhas tocaram-se, dançaram, amaram-se, tornaram a morte em vida, mas no fim, maldito... tudo não foi mais que um sonho de um deus excomungado, os rios não correram, o vento não soprou, nada foi dito, foram quimeras criadas por mais um imperador tresloucado, e, mais uma vez, Dylan ecoou nos corações dos desanimados, as ruas do Porto nunca estiveram assim tão violeta, consequência comum de uma verdade mais que violenta: do semear de esperanças em ruas de pedra apenas brotam sonhos, os galos cantam na noite para vir abater a alegria, alvejá-la minuciosamente para prolongar a dor, e levá-la, lugubremente, nas fortes garras de um açor |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Vai mas é à fava enquanto a ervilha não incha!! (Acto único) Seg 08 Set 2008, 14:46 | |
| Para sempre, ou o esforço inglório de tornar portugal num país que reflicta a luz em dia de excessiva humidade.
Acto único. Cena única. Dois simples homens. Um florete por afiar. Uma vontade inalienável de fazer algo de bom pelo mundo, indeterminada entre os dois sujeitos. Pós primeira refeição do dia, problemas de espírito num dos indivíduos. Tradução: dores na boca do estômago.
1.º homem: Caso o amigo um dia me achar boa pessoa, aperte o nariz do cão que cria desde cachorro. Quero vê-lo, a si, a sofrer tanto por um insulto gratuito.
Coro invisível, que o autor introduz para dar um sentimento autofágico de tragédia grega à cena. - Mata, mata. O dia só é dia quando a morte se passeia pelos intervalos da chuva. E não tarda está a cair uma borrasca.
2.º homem (portador das dores de estômago) - De somenos importância amigo. Não tenho créditos bancários, recuso-me a dar alvíssaras a quem mas pede, e não tarda vomito.
Chove. Mas chove tanto, que dois homens que se desprezam continuam a desprezar-se, mas começam agora a pensar que o auto-desprezo pode ainda ser mais forte do que a ideia de começar a odiar alguém de morte.
1.º homem: - Mesmo assim, quero vê-lo a sofrer. Acho que o senhor me insulta diariamente, e é assim: Dois mais dois continuam a ser quatro. Só que honra, eu como-a a todas as refeições do dia.
Coro, que a cena é portuguesa, e como tal não tarda é hora de comer outra vez: - A nós, a nós desavindos senhores. Navegar é preciso, porque à falta de melhor jargão, resta o que temos tatuado nas nossas peles invisíveis.
Parou de chover. Não faz mal, porque a cena acabou. Desmonta-se o cenário pré-crime, porque na realidade viver em sociedade são sempre coisas que nunca ninguém percebe.
2.º homem: - Fica-se sempre com a sensação de que as pessoas não gostam de nós só porque um dia lhes pusémos o pénis dentro de um copo de água no restaurante mais caro da cidade. Mas não faz mal. Eu sou estupidamente resistente ao que é pusilânime..... |
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