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| Autor | Mensagem |
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Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 868 Data de inscrição: 23/11/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Sex 02 Maio 2008, 01:16 | |
| | wolfspell escreveu: | | Muito bom, continua a mostrar o que fazes. |
Aproveitando a deixa, o Fernando Ribeiro chegou a falar da necessidade de comunicarmos aos outros a nossa forma de expressão. acho que não a sinto... fico sempre constrangida quando mostro a alguém...prefiro ter os papeis no conforto do meu quarto desarrumado. é desvario? talvez
obrigado wolfspell! |
|  | | Baalrech Afilhado/a

Número de Mensagens: 640 Idade: 35 Localização: Hell-garve Data de inscrição: 29/09/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Sab 03 Maio 2008, 01:04 | |
| Pois... O conforto do quarto desarrumado, o conforto do computador desorganizado... Nada que um pequeno passinho inseguro logo seguido de muitos mais não curem. E queixo orgulhosamente levantado!  |
|  | | Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 868 Data de inscrição: 23/11/2007
 | |  | | Baalrech Afilhado/a

Número de Mensagens: 640 Idade: 35 Localização: Hell-garve Data de inscrição: 29/09/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Dom 04 Maio 2008, 04:22 | |
| *canta Bauhaus* I dare I dare I dare- you- you  |
|  | | Nightspirit Mestre Luso/a

Número de Mensagens: 1139 Localização: Braga Data de inscrição: 05/02/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Ter 06 Maio 2008, 04:00 | |
| | Meretseguer escreveu: | Catarina de meu nome
Verdes ceifeiras Voejam pela colheita do meu campo.
Mãos sob pele enrodilhada Calos nos ossos, fronte suada, Apertam o Cabo!
O Sol seca o canto da água que não passa, já não verte Terra quente que o pó aquece ( o mesmo pó donde se ergue o mais comum dos eternos).
Velhas ceifeiras...
Ardem-lhes os olhos -Será o pó? ...são os mortos. Pesam-lhes nas costas E nas rugas ásperas; Vede como são profundas, como são amargas!
Consintai, ó ceifeiras, que seja vingada a sua vez. Porque pede, de nome Catarina, que lhe cortem os pés, que lhe ceifem a vida! |
Parabéns por isto! A senhora tua professora não mentiu quando disse que escrevias bem. Força nisso mulher...quando tinha a tua idade nem aos calcanhares te chegava (e mesmo com a idade actual tenho dubedas ) ! |
|  | | Meretseguer Super-Lusitano/a

Número de Mensagens: 868 Data de inscrição: 23/11/2007
 | |  | | Nightspirit Mestre Luso/a

Número de Mensagens: 1139 Localização: Braga Data de inscrição: 05/02/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 28 Maio 2008, 02:29 | |
| Há, Dentro de Ti, Uma árvore Vermelha Que cresce. Estende-se pelo ventre... ...E navega Até às raizes Do (teu) Abismo!
Há, Dentro do sangue, Um novo Amor E dentro do amor, Um ardor sem nome. Começa no peito... Estende-se pela alma E não acaba, Nunca pode acabar...
(M.) |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 28 Maio 2008, 11:30 | |
| | Nightspirit escreveu: | Há, Dentro de Ti, Uma árvore Vermelha Que cresce. Estende-se pelo ventre... ...E navega Até às raizes Do (teu) Abismo!
Há, Dentro do sangue, Um novo Amor E dentro do amor, Um ardor sem nome. Começa no peito... Estende-se pela alma E não acaba, Nunca pode acabar...
(M.) |
Gostei.....
Simples, e incisivo |
|  | | Frozen Amigo/a da Casa

Número de Mensagens: 199 Data de inscrição: 18/05/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 28 Maio 2008, 11:52 | |
| "Chuveiro"
Gostava que a àgua do meu chuveiro me lavasse do meu corpo,
Que me purgasse da minha carne,
por fim
Eu,
Por fim
infinito,
Livre como os ventos frios que sopram de norte,
São as ideias que me constroem.
by João Padinha |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Amor a Sul Qua 28 Maio 2008, 12:51 | |
| arrotámos, declinámos, e recuperámos, o que se perdeu, à luz de pirilampos,....
anoiteceu, gotas de vinho, desiludiram, o que esperámos, do atavio, da bonomia, de ter, a desdita,...
amálgama, de aguadilha iluminada, passado ácido, limão na ferida, que arde, a arder, e quando fere, sara, restabelece,...
desdisse-te, e esperei retorno,...
bati-te, a estalo, e com mão de forno,....
saí luzidio, com os astros,
mas restou, de mim profundo, um canto, assomado ao vento, com o restolho, a arder, e a alma, seca palha, de vida desflorada.... |
|  | | wolfspell Lusitano/a Viciado/a

Número de Mensagens: 3253 Idade: 32 Localização: Lusitania Data de inscrição: 02/01/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 28 Maio 2008, 19:01 | |
| É sempre bom vêr novos textos por aqui.
Parabéns |
|  | | Frozen Amigo/a da Casa

Número de Mensagens: 199 Data de inscrição: 18/05/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qui 29 Maio 2008, 12:25 | |
| "Fim"
Fim,
Estou tão morto como as palavras que escrevo,
Apaixonado pelo fim das coisas
e pela verdade que o fim traz,
Não hà coisa mais sincera que a dor
vestida de transparente negro,
a dor aguça-me os sentidos
E mostra quem
realmente sou,
Amiga dor,
como anseio
o
Fim.
João Padinha |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: Pessoas que amam pessoas Qui 29 Maio 2008, 15:20 | |
| pessoas que amam pessoas, são as pessoas menos azuladas, tomam banho, despem piloros, têm hérnias quando comem tremoços, e o mundo gira, sem perdões incongruentes, porque nem se importa,....
pessoas que desprezam pessoas, choram com o fado mais brejeiro, porque se importam, querem convergências, pulam com meninos simpáticos, e depois, assinam um cheque, em moeda maldita, para abater rebentos,....
pessoas que amam pessoas, são bolas de naprons tricotados, a balouçar nas patinhas de um gato, para um fim que pede reflexão, porque o mundo está pintado a lápis de cera... |
|  | | Nightspirit Mestre Luso/a

Número de Mensagens: 1139 Localização: Braga Data de inscrição: 05/02/2007
 | Assunto: Re: O que escreves Qua 04 Jun 2008, 01:32 | |
| Não me apetece escrever Não tenho nada para dizer Mas tanto para sentir. Estou triste e há algo que doi E pegar na caneta é um acto inutil De acalmar este momento. Podia descrever a paisagem veloz Da janela vespertina do comboio Mas não... Hoje tudo é cinzento Mesmo o que não é cinzento. Hoje estou cego E não tenho nada para dizer Nem a mim, nem a ninguém. Não me apetece escrever! |
|  | | lloyd_christmas Visitante
Número de Mensagens: 53 Idade: 34 Data de inscrição: 15/02/2008
 | Assunto: 'Mutatis, Mutandis' Qua 04 Jun 2008, 15:00 | |
| A quem conseguir captar a essência do que é ser feliz, e vendê-la como patente registada,.....alvíssaras. Diz quem o tentou, que a dificuldade está sempre no processo de selecção de odores. A brevidade de uma experiência, de um momento, de um cenário idílico, torna quase impossível reunir tudo num único composto. Admite-se, quase 10 mil anos depois de o ser humano se ter levantado para começar a caminhar, que já houve quem chegasse perto. Mas a fugaz capacidade de compromisso do homem, torna esse desígnio quase impossível. Quem vive muitos anos com a felicidade de chegar à recta final da existência, com a ilusão de que está apto a compreender o motivo pelo qual não se matou logo depois de nascer, pode sem problemas assumir-se como um ser humano realizado. Assentar arraiais num planeta fétido, e poder viver consciente de que nada se deve a ninguém, é bom. Deve aliás ser o prazer supremo da existência humana. No mapa genético do homem que, neste momento, está a ser baleado numa favela do Rio de Janeiro, por simplesmente estar no sítio errado, no momento impróprio, deveríamos todos encontrar um espelho. O reflexo das virtudes dos que almejam o sucesso ao virar da esquina, e dos defeitos da irredutível aldeia de gauleses que morreu à espera do colapso do universo. É confuso, quase até sinistro, raciocinar sobre algo que, provavelmente, é o mais insondável dos mistérios da criação. A falta de pureza da condição do Homo ‘Sapiens’, torna o conceito de felicidade mutável, mutante e, no limite, perigoso até de abordar. Queima sentir o bem-estar interior, o ‘Nirvana’ dos momentos de perfeição. Mas também deve doer a quem luta por os conseguir captar e, em permanência, falha esse desígnio. A bíblia diz que, no princípio, era o verbo. Eu cá sinto que antes do verbo, já provavelmente andavam no ar uns espermatozóides que, ao encontrarem o óvulo do conhecimento, se juntaram para produzir a mais tortuosa das criações. A mente humana. |
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